A introdução do processo de canonização de Madre Virgínia da Paixão conheceu um avanço em Abril do ano passado quando, sob proposta do Bispo do Funchal, a Conferência Episcopal Portuguesa, “declarou nada opor ao pedido”.
Agora, a Santa Sé acaba de se pronunciar também favoravelmente, segundo confirma a Secretaria Episcopal da nossa Diocese.
Madre Virgínia da Paixão foi a última Abadessa do Convento das Mercês, das Irmãs Clarissas. Contemplativa por excelência, durante toda a sua vida, segundo palavras de D. Teodoro de Faria, “foi enriquecida por dons e graças místicas que os contemporâneos desconheciam, mas adivinhavam que, por detrás da piedade e devoção à Eucaristia quotidiana daquela mulher se escondia uma alma de grandeza insuspeita e que a sua oração junto de Deus deveria ter uma grande força. A Madre Virgínia compreendeu a missão que Deus lhe pedia de viver a sua consagração no mundo, numa época de transformação da sociedade e de purificação da Igreja” (D. Teodoro, no livro “Uma Mensagem para a Igreja”, da Ir.ª Odília Rodrigues Fontoura, osc).
Na sequência da perseguição Ordens Religiosas movida pela implantação da República (1910), a Madre Virgínia foi viver para a casa da família, no Lombo dos Aguiares, Santo António, de onde era natural, e onde hoje se encontra um Mosteiro, sempre venerada com fama de santidade pelo povo simples e humilde. O outro Mosteiro das Irmãs Clarissas na Diocese do Funchal é o da Caldeira (N.ª S.ª da Piedade), Câmara de Lobos.
Quem foi a Madre Virgínia da Paixão
Dezembro 12, 2006 · Deixe um comentário
Categorias: Memória





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