
Igreja de Santo António vista do Miradouro
Entradas desde Novembro 2006
Igreja de Santo António
Novembro 25, 2006 · Deixe um Comentário
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Fnac Abriu no Madeira Shopping
Novembro 24, 2006 · Deixe um Comentário
A Fnac abriu a sua loja na Madeira em Santo António, no MadeiraShopping, no dia 23 de Novembro de 2006. No passado dia 22, já tinha aberto as portas às autoridades regionais.
Com uma área de 1.860 metros quadrados e 80 colaboradores, disponibiliza cerca de 79.000 referências de livros, CDs, filmes, sof tware, consolas e jogos, som e imagem digital, micro informática, e telecomunicações.
Os The Gift actuaram na Fnac nestes dois dias, apresentando o seu último trabalho “Fácil de Entender”.
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (XIV)
Novembro 24, 2006 · Deixe um Comentário
Sítios
Damos em seguida a relação completa dos sítios ou bairros desta freguesia, conservando-lhes a mesma denominação e a mesma ordem com que se encontram inscritos nos artigos róis paroquiais. É certo que dentro dos limites destes sítios se conservam na tradição local, outros nomes para designar algum ou alguns tratos de extensão mais ou menos considerável de terreno, mas a nomenclatura geralmente adoptada e que até pode dizer-se de carácter oficial é aquela que a seguir apresentamos.
Casas Próximas Tira o seu nome das primitivas habitações que se constituíram em torno do primeiro núcleo de população, formado provavelmente por uma fazenda povoada com capela, conforme dissemos no capitulo Criação da paróquia.
Ficam neste sítio a igreja paroquial, casa de residência do respectivo pároco com seu passal anexo, uma escola oficial do sexo feminino, uma caixa postal que permuta correspondência diária com a estação central do Funchal e um marco fontanário que começou a fornecer água ao público a 18 de Maio de 1909. Encontrasse neste sítio a quinta chamada de Santo António.
É nas mais próximas imediações da igreja paroquial que estacionam os numerosos automóveis, que fazem serviço a todas as horas na condução de passageiros entre esta paróquia e o centro da cidade. A sua população é de 289 habitantes.
Romeiras – Não sabemos se esta denominação lhe provém de ali terem existido em outros tempos arvores de igual nome ou se algum primitivo colonizador de apelido Romeira, que os houve nesta ilha, possuiria aqui terras de sesmaria, dando assim nome ao sítio, como frequentemente aconteceu na Madeira com muitos dos antigos povoadores. Tem uma escola oficial do sexo feminino e o número dos seus moradores é de 137.
Courelas. - A significação deste termo explica suficientemente o nome dado ao sítio. Conta 151 vizinhos.
Quinta das Freiras. -As freiras do convento de Santa Clara possuíam neste sítio uma vasta propriedade rústica e talvez urbana, e deste facto provém a denominação da Quinta das Freiras, que este bairro tomou. Encontrasse neste sítio o cemitério da paróquia, de que nos ocuparemos em artigo especial, e nele existia a antiga capela de Nossa Senhora das Brotas, na quinta do mesmo nome. Tem 29 almas.
Terra-Châ.- Tira por certo o seu nome das condições orográficas do terreno. Nele se acha instalada uma escola oficial do sexo masculino chamada do Laranjal, mas que por falta de casa apropriada naquele sítio se encontra neste da Terra Chão O número dos seus habitantes é de 109.
Jamboto – Em documentos antigos e nos respectivos assentos do arquivo paroquial encontra-se frequentemente o nome de João Boto, que foi um dos primeiros colonizadores desta freguesia e que neste sítio teve terras de sesmaria, dando-lhe o seu próprio nome, que ainda hoje conserva, embora corrompido em Jamboto. Neste sítio se encontra uma fonte de água ferruginosa e tem 309 moradores.
Fontes - É provável que algumas fontes ou nascentes dessem origem ao nome deste sítio, que conta 261 moradores.
Ladeira – A configuração do terreno explica esta denominação. A sua população é de 159 indivíduos.
Chamorra .- Uma antiga família Chamorros, que ali possuía uma quinta ou casa de campo, deu origem ao nome deste sítio. Tem 250 almas.
Encruzilhadas. – Os caminhos que num ponto deste sítio se cruzam são a origem provável desta denominação. Tem duas escolas oficiais, uma para cada sexo, e uma caixa postal com recepção e transmissão de mala diária com a estação central do Funchal. Tem este bairro 271 habitantes.
Vasco Gil.- É o nome dum dos primitivos povoadores da Madeira e que nesta freguesia possuiu terras de sesmaria no sítio a que deu o seu próprio nome e apelido. Diz-nos o Dr. Álvaro Rodrigues de Azevedo que este Vasco Gil era em 1472 um dos homens bons da governança do Funchal. Fica neste sítio a conhecida Fonte do Senhor, assim chamada por ter pertencido à Confraria do Santíssimo Sacramento desta paróquia, que constitui o caudal que alimenta os marcos fontanários construídos nesta freguesia em 1908 pela Junta Geral do distrito. Os seus habitantes atingem o número de 362.
Casas - É dos sítios menos povoados, pois conta apenas 85 almas.
Casa Branca - Tem 133 moradores.
Boliqueme - Há na província do Algarve uma freguesia de nome Boliqueime, e, sendo algarvios a maior parte dos colonizadores que do continente veio povoar esta ilha, não é para estranhar que algum filho daquela freguesia, que por ventura tivesse terrenos de sesmaria neste sítio, lhe desse o nome da terra onde nasceu. É também possível que as condições orográficas e hidrográficas da freguesia algarvia e deste sítio do Boliqueime ainda quaisquer outros pontos de semelhança dessem origem a esta denominação, como frequentemente se vê na historia das nossas descobertas. Tem 328 moradores.
Barreira .- Ao que com inteira propriedade se deve chamar barreira dá o povo nesta ilha o nome de bardo, que quer significar o tapume ou trincheira feita de estacas e ramos de árvores e destinada a impedir que o gado, que pasta livremente nas serras e baldios, desça ao povoado e terras cultivadas. Neste sítio, que é um dos mais próximos das montanhas que limitam esta freguesia, existia um destes bardos ou barreiras tão comuns em toda a ilha e, daí lhe provém aquela denominação. É de 221 o número dos seus habitantes.
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Fernando Augusto da Silva
Novembro 23, 2006 · Deixe um Comentário

A justa homenagem ao Padre Fernando Augusto da Silva, no Miradouro.
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Junta de Freguesia de Santo António
Novembro 22, 2006 · Deixe um Comentário

Junta de Freguesia de Santo António, vista da Igreja
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (XIII)
Novembro 22, 2006 · Deixe um Comentário
Curas
O desenvolvimento sempre crescente da população e portanto o correlativo aumento dos serviços religiosos levaram o bispo D. Luís Figueiredo de Lemos a impetrar a criação dum curato nesta freguesia, o que perfeitamente se justificava com o já importante núcleo de população existente no Curral das Freiras, que distava algumas léguas do centro da paróquia. D. Filipe II, por alvará de 29 de Outubro de 1602, criou o curato de Santo António com a congrua anual de 20$000 reis em dinheiro e de uma pipa de vinho, sendo nele provido o padre Domingos Braz.
Os sacerdotes que nesta freguesia têm exercido o cargo de cura são os que em seguida apresentamos, com a indicação dos anos em que aqui desempenharam as suas funções paroquiais.
Domingos Braz, 1602-1606.
Fernão Gomes, 1606-1610.
Francisco Dias, 1611
Matias Lopes, 1612.
Pedro de Faria, 1615-1632.
Jerónimo Vieira, 1632. Era: licenciado em Teologia.
Manuel Fernandes, 1634-1647. Deixou o curato por ter sido nomeado pároco da freguesia de S. Roque.
Francisco Adão, 1648.
Francisco de Gouveia, 1649- 1666.
António Fernandes Pimenta, 1668-1678. Foi em seguida pároco durante alguns meses, voltando novamente a desempenhar o lugar de cura.
Sebastião Gomes de Oliveira, 1678.
António Fernandes Pimenta, 1679-1700. Era natural desta freguesia e aqui faleceu a 8 de Julho de 1700. Foi o doador das terras do Passal. Serviu esta paróquia por mais de trinta anos.
Francisco da Costa Pereira, 1700- 1712. Morreu nesta freguesia a 3 de Março de 1714, dizendo-se no respectivo assento de óbito «que não fez testamento por não ter de quê».
Manuel Rodrigues, 1726- 1730 Era natural desta paróquia, onde faleceu a 17 de Junho de 1746.
Lucas Pereira de Oliveira, 1730-1780. Foi o sacerdote que por mais largo tempo desempenhou aqui as funções paroquiais, tendo servido esta freguesia durante o longo período de cinquenta anos. Aqui morreu em avançada idade a 6 de Fevereiro de 1787.
Manuel João Pereira de Sousa, 1782-1807. Faleceu nesta paróquia a 21 de Junho de 1811. No artigo intitulado Nossa Senhora de Guadalupe, se fará deste sacerdote mais larga e honrosa menção.
José António Gomes, 1807-1814. Era filho de Aires Gomes e de Antónia Gomes. Morreu nesta freguesia a 31 de Dezembro de 1814. Deixou nas suas disposições testamentárias o legado de 200$000 reis à capela de Santo Amaro destinado à compra de paramentos.
João Nepomuceno Camacho, 1815-1828. Era natural desta paróquia. Morreu na freguesia dos Canhas.
Valério António Camacho, 1828. Nasceu nesta freguesia a 6 de Março de 1799 e era filho do alferes António Joaquim Rodrigues e de Ana Joaquina Rodrigues. Foi mais de vinte anos pároco da freguesia de Câmara de Lobos, onde faleceu a 8 de Agosto de 1856.
Manuel Joaquim de Freitas, 1829. Passou a vice vigário e voltou a servir de cura.
Manuel Joaquim de Freitas, 1831-1834.
Francisco António de Gouveia, 1834-1868. Nasceu no sítio do Salão desta freguesia a 21 de Maio de 1793 e era filho de Gregório António de Gouveia e de Maria Quitéria de Gouveia. Morreu, sendo cura desta paróquia, a 8 de Junho de 1868.
João António de Caíres, 1870. Era vigário colado dos Canhas.
Henrique Modesto Betencourt, 1871-1888. Passou a sacristão-mór da Sé Catedral e depois a cónego da mesma Sé.
Teodoro João Henriques, 1888- 1897. Passou a vice-vigario.
António Marcolino, 1898. Nasceu na ilha de São Miguel no ano de 1874 e ali faleceu em Dezembro de 1911.
Fausto Lopes Ribeiro, 1898-1899. Era natural do continente português. Foi cónego da Sé do Funchal e Pároco na freguesia de Santa Cruz, onde morreu a 7 de Abril de 1928.
João Correia, 1900. Nasceu na freguesia de S. Martinho e ali faleceu, sendo pároco, a 6 de Janeiro de 1921
Joaquim Teixeira, 1921- 1906. Passou a vice-vigario
António de Gouveia e Freitas, 1906. É actual pároco da Ponta do Sol.
João Prudêncio da Costa, cura actual desta paróquia, desde o ano de 1906.
Telesforo Lourenço da Costa, actual cura-coadjutor desde 1906.
O serviço religioso da paróquia de Santo António, que vai sempre notavelmente aumentando em virtude do grande desenvolvimento da sua população, justifica inteiramente a nomeação dum cura-coadjutor, que esta freguesia tem tido desde o ano de 1906 até ao presente, sendo o padre Telesforo Lourenço da Costa o primeiro sacerdote que exerceu este cargo eclesiástico.
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (XII)
Novembro 15, 2006 · Deixe um Comentário
Párocos (continuação)
João de Barros Ferreira, 1694-1696.
Dr. Estevão Lomelino de Vasconcelos, 1696- 1697.
João de Barros Ferreira, 1697-1708. Apresentado por carta regia de 12 de Março de 1695 e apossado a 12 de Abril do mesmo ano.
Cristóvão Moniz de Menezes, 1709-1730.
Manuel Marques de Moura, 1730-1731.
André Escórcio Drumond, 1632-1737.
Dr. António Pereira Borges, 1738-1772. Foi o pároco que por mais largo período de tempo esteve na direcção espiritual desta freguesia. Aqui faleceu a 7 de Outubro de 1772.
João Paulo Berenguer, como vice-vigario, de 14 de Abril de 1772 a Junho de 1773.
Domingos Gomes da Cruz, 1773-1775. Por morte do vigário colado Dr. António Pereira Borges, foi esta igreja posta a concurso, aparecendo oito opositores e sendo classificado em primeiro lugar o padre Domingos Gomes da Cruz e logo despachado em Janeiro de 1783. Tinha sido vigário da Madalena do Mar, cuja pobreza contemplou no seu testamento, «deixando também por luctuosa ao Exmo. e Revº Sr. Bispo um bocado de cordão de ouro. Morreu nesta freguesia a 2 de Junho de 1775.
João Paulo Berenguer, 1775-1776. Foi cónego da Sé do Funchal.
Padre António Xavier, 1776- I 797. Posta a igreja a concurso por morte do seu antecessor, apareceram 12 opositores a ela, sendo em Junho de 1775 despachado o padre António Xavier. Deixou esta igreja em 1797 por ter sido nomeado cónego da Sé do Funchal.
Leandro José Spínola de Macedo, 1798.
José Joaquim de Sousa, 18ro-18I4. Foi em seguida apresentado na igreja paroquial do Monte.
Francisco João da Silva, 1814-1815.
Fr. António Joaquim Correia, 1815-1817.
António Joaquim Batista, 1817-1821.
Januário Vicente Camacho, 1821-1825. Era vigário colado na Serra d’Agua quando foi nomeado vice-vigario de Santo António. Apresentado mais tarde pelo governo bispo de Castelo Branco e do Funchal, não chegou a ser confirmado pela Santa Sé. Militando activamente na politica, exerceu importantes e elevados cargos como os de deputado, par do reino, deão da nossa Sé, governador dos bispados do Funchal e Angra, etc. Representou a Madeira em cortes na legislatura de 1848 a 185 I e foi deputado substituto em algumas legislaturas anteriores, sendo elevado ao pariato em 1851. Faleceu em Lisboa a 22 de Dezembro de 1852.
Francisco Rodrigues Camacho, 1825.
Manuel Joaquim de Oliveira, 1825-1829.
Manuel Joaquim de Freitas. 1830.
Alexandre Alvares da Silva, 183°-1834. Por carta régia de 8 de Janeiro de 1840 foi apresentado num dos curatos da Sé Catedral e depois cónego da mesma Sé. Morreu a 21 de Maio de 1878.
Manuel Joaquim de Sousa Gouveia, 1834- 1841. Era natural da freguesia da Ponta do Pargo. Foi procurador á Junta Geral do distrito. Faleceu nesta freguesia de Santo António a 10 de Julho da 1841.
João Pedro dos Santos, 1841-1858. Foi apresentado nesta freguesia por carta regia de 17 de Agosto de 184 I e exercia então funções paroquiais no Caniço na qualidade de vice-vigario.
José Maria de Faria, 1858-1860. Era um músico abalizado. Desta freguesia passou para S. Martinho por permuta que fez com o padre Cláudio João Ferreira.
Cláudio João Ferreira, 1860-1868. Foi em seguida cónego da nossa Sé.
Agostinho Teodoro Pita, 1868.1869. Nasceu na freguesia da Ponta do Sol a 28 de Agosto de 1800. Sendo vigário da Quinta Grande foi transferido para Santo António. Faleceu a 16 de Fevereiro de 1878:
Teodoro Urbano Ferreira Pita, 1869-1897. Nasceu na Ponta do Sol a 25 de Maio de 183 (e ali jaz sepultado, tendo falecido nesta freguesia de Santo António a 12 de Novembro de 1897.
Teodoro João Henriques, 1897-1900. Foi, imediatamente antes, cura desta freguesia desde 1888. Nasceu no Funchal a 15 de Novembro de 1861 e faleceu a 6 de Outubro de 1912. Dele nos ocuparemos em artigo especial.
Frederico Augusto de Freitas, 1900-1905. Nasceu no Funchal a 24 de Março de 1850 e morreu nesta freguesia a 25 de Janeiro de 1906. Era vigário colado de S. Vicente e foi apresentado em Santo António por carta régia de 27 de Julho de 1899.
Joaquim Teixeira, 1900-1908. Era cura desta freguesia desde 19°1, passando a vice-vigario por morte do antecessor. Nasceu na freguesia. do Monte no ano de 1872 e é actual pároco da freguesia da Tabua.
Fernando Augusto da Silva, pároco actual. Foi apresentado por carta régia de 27 de Junho de 1907 e assumiu a direcção da paróquia a 1 de Junho de 1908.
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (XI)
Novembro 11, 2006 · Deixe um Comentário
Párocos
Na relação, que em seguida apresentamos, dos párocos desta freguesia, indicamos os anos em que aqui exerceram as funções paroquiais, acrescentando as circunstâncias pessoais que acerca de cada um deles pudemos obter.
Gonçalo Jorge Rodrigues de 1557 a 1559. É o primeiro sacerdote de que temos noticia haver desempenhado funções eclesiásticas nesta freguesia, sendo possível que antes dele, a admitir a existência da freguesia ou dum curato autónomo anterior ao ano de 1557, outro ou outros exercessem iguais funções, como se poderá ver no artigo Criação da Paróquia.
Francisco Afonso, 1559-1569.
Miguel Rodrigues, 1569- 1573.
Manuel Lopes, 1573.
Vicente Afonso, 1574.
Afonso de Leme, 1574-1575.
Domingos Fernandes, 1575-1584.
António Lopes, 1584-1586. Foi em seguida vigário de S. Roque.
Domingos Fernandes, 1586. 1596.
Fernão Gomes, 1596-1601.
Gaspar Moreira, 1601-1603.
Domingos Braz, 1603-1605. Foi o primeiro cura desta freguesia em 1602.
Luís Gomes, 1605-1606.
António Afonso de Faria, 1606-1627.
Pedro Borges, 1627-1636.
Inácio Spranger Bazalir, 1638-1647. Passou a cónego da Sé do Funchal.
Dr. João d’Araujo, 1648.
Pedro Alvares Pereira, 1648-1649.
Bartolomeu Soares Serrão, 1649.
João Simão de Abreu, 1649-1653.
Manuel Pereira da Silva, 1653-1655.
Dr. Francisco de Castro, 1656. Foi afamado pregador do seu tempo e exerceu diversos cargos importantes. Diz dele Barbosa Machado na Biblioteca Lusitana; «Francisco de Castro, natural da cidade do Funchal, capital da ilha da Madeira, presbítero de vida inculpável, mestre em artes, doutor em Teologia pela Universidade de Évora, onde foi colegial do colégio da Purificação. Foi vigário da colegiada de S. Pedro da cidade do Funchal, donde passando a Cabo Verde a buscar remédio para o mal da lepra passou a melhor vida em o ano de 1665. De muitos sermões que pregou, somente se fizera publicar Sermão da Congregação de Nossa Senhora, Rochella, 1656 e Sermão da Visitação da Mãe de Deus» Rochella, 1655.
Inocêncio diz no seu «Dicionario Bibliografico» que esses sermões são raríssimos, pois que não deparou com exemplar algum deles. No arquivo desta igreja paroquial de Santo António existe um exemplar do primeiro destes sermões, que foi pregado na igreja de S. Pedro, no dia da festa de Nossa Senhora da Conceição do ano de 1653, por ocasião de celebrar a sua primeira missa o presbítero Matias de Aguiar de Menezes. É um discurso em que o autor revela incontestável talento, mas escrito no estilo gongórico da época, a que nem o génio do próprio padre António Vieira se pode subtrair inteiramente.
Dr. Manuel da Costa da Silva, 1657. Foi apresentado nesta igreja por carta régia de 6 de Março de 1652 e tomou posse dela a 18 de Março da 1653, mas somente exerceu o munus pastoral no ano referido.
Manuel Pereira da Silva, 1657-1660.
Dr. João de Araújo, 1660-1677. Foi cónego da Sé do Funchal e vigário geral deste bispado.
António Fernandes Pimenta, 1678- 1679.
Dr. Lourenço Franco de Azevedo, 1679-1694. Foi apresentado nesta igreja por carta régia de 16 de Setembro de 1678 e tomou posse a 12 de Abril de 1679. Ausentou-se da paróquia em Setembro de 1692 para Lisboa e não voltou mais à freguesia.
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Feira de Emprego e Empreendedorismo
Novembro 10, 2006 · Deixe um Comentário
Decorre no Madeira Tecnopolo, a Feira de Emprego e Empreendedorismo, uma iniciativa do Instituto Regional de Emprego, de 10 a 13 de Novembro.
A Feira estará dividida em nove espaços: recrutamento, formação, empreendedorismo, economia solidária, mobilidade, empresas apoiadas, mobilidade/ multimédia, animação, restauração e espaço desafio.
Paralelamente à exposição vão ainda decorrer as Conferências e Workshops e um Seminário ligado à temática do emprego e da responsabilidade social, pretendendo que a Feira possua uma componente orientada para o conhecimento e outra para a aprendizagem.
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (X)
Novembro 9, 2006 · Deixe um Comentário
Vigararia e Curato
Em tempos idos, andava tão estreitamente ligada a vida civil e social á vida religiosa que á criação duma freguesia correspondia logo a criação de uma vigararia com o seu respectivo cura de almas. Em Santo António, ao estabelecer-se a paróquia ou um curato autónomo, que quase significa o mesmo, implicitamente trouxe esse facto a criação da vigararia, em ano que não podemos fixar com absoluta exactidão pelos motivos que já expusemos no artigo Criação da Paróquia.
Não sabemos o nome do primeiro sacerdote que aqui exerceu as funções paroquiais, mas o mais antigo de que temos noticia foi o padre Gonçalo Jardim Rodrigues, no período decorrido de 1557 a 1559. Ignoramos também a côngrua que fora arbitrada aos primeiros curas de almas, côngrua que era então proporcional ao, numero de fogos de cada paróquia.
Somente a partir de 1574 é que podemos fixar o quantum das respectivas côngruas, em vista dos diplomas que encontramos citados no lndex geral do registo da Antiga Provedoria da Fazenda Real neste arquipélago.
O mais antigo desses diplomas é o alvará régio de D. Sebastião, de 16 de Setembro de 1574, passando a favor do pároco António de Lima e seus sucessores, elevando a côngrua anual, que era então de 13$300 a 25$000 reis, também anuais, visto já ter a paróquia atingido o numero de 120 fogos.
Esta côngrua. foi sucessivamente aumentando e decerto em conformidade com o movimento sempre crescente da população, é como se vê dos seguintes diplomas: alvará de 7 de Julho de 1588 acrescentando 30 alqueires de trigo á côngrua anterior de 25$000 reis; alvará de 14 de Dezembro do mesmo ano aumentando a importância de 4$000 reis anuais pelas missas dos sábados pelas almas dos infantes; alvará de 26 de Agosto de 1645, alterando a forma do pagamento da côngrua, que passou a ser de IOO$OOO reis em dinheiro e duas e meia pipas de vinho; e finalmente o alvará de 1 de Outubro de 1775 acrescentando dois moios de trigo á côngrua fixada no diploma anterior. Outras modificações sofreria o quantitativo das côngruas dos párocos desta freguesia, mas delas não temos conhecimento. A carta de lei de 26 de Maio de 1845 alterou, profunda mas não equitativa mente, a distribuição dás côngruas nesta diocese, mas não tendo porém a tabela anexa arbitrado o vencimento do pároco de Santo António, devido certamente a lapso ou inadvertida omissão. A côngrua suprimida pelo decreto de 20 de Abril de 1911 era de 200$000 reis anuais.
O desenvolvimento da população com o seu correlativo serviço paroquial levou o bispo diocesano D. Luís Figueiredo de Lemos a impetrar o estabelecimento dum curato nesta freguesia, cujo deferimento se deu por alvará de Filipe II de 29 de Outubro de 1602, que autorizou a criação deste lugar, sendo nele provido o padre Domingos Braz.
O seu vencimento era primitivamente de 20$000 reis anuais em dinheiro e de uma pipa de vinho. Esta côngrua foi acrescentada com um moio de trigo pelo alvará de 14 de Agosto de 1609. A já citada carta de lei de 26 de Março de 1845 fixou ao curato desta freguesia a côngrua de 20$000 reis em dinheiro e uma pipa e 15 almudes de vinho e um moio e 30 alqueires de trigo. O decreto de 20 de Abril de 1911 suprimiu a ultima côngrua, que era de 130$620 reis anuais.
Temos razões para acreditar que os curas foram, em determinada época, de apresentação regia, pois vemos que o cura Fernão Gomes se assinava cura proprietário por el-rei, e também cura confirmado) e encontramos citado o alvará régio de D. João IV, de 18 de Dezembro de 1648, em que é apresentado cura desta freguesia o padre Francisco de Gouveia.
Embora não possamos afirmar, como verdade averiguada, que a antiga Capela de Santo António, em que foi instituída a paróquia, tivesse tido seus capelães privativos, anteriormente á criação da nova freguesia, todas as probabilidades nos levam, porém, a julgar que assim houvesse acontecido, fundando-nos para esta suposição em muitos factos idênticos, que se deram com fazendas povoadas e núcleos de povoação muito inferiores em importância a Santo António pela sua situação e número de seus habitantes.
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (IX)
Novembro 8, 2006 · Deixe um Comentário
Curral das Freiras (continuação)
Em 1566 foi a cidade do Funchal saqueada por corsários franceses luteranos, de que falam com tanto horror as antigas crónicas madeirenses. As freiras de Santa Clara viram-se forçadas a abandonar o seu convento para não serem vitimas daquela horda de selvagens, e, como diz Frutuoso, «sahiram por entre os canaviaes e, se acolheram e não pararam até ao seu Curral que dista bom pedaço da cidade, e assim se foram sem salvar nenhum ornamento, deixando tudo no mosteiro, salvo a custodia do Santissimo Sacramento…». Os franceses permaneceram no Funchal, na sua faina de destruição e de matança de 3 a 17 de Outubro, e logo depois da sua saída desta ilha deixaram as religiosas o Curral, recolhendo-se ao seu convento, na cidade. Não sabemos se já então tinham as freiras de Santa Clara construído no Curral a capela de Santo António, que ali existiu até meados do século passado e que era pertença do mesmo mosteiro.
Ignoramos quando se estabeleceu no Curral um núcleo de população permanente, mas conjecturamos que a colonização com habitantes de moradia fixa só se começou a fazer no primeiro ou segundo quartel do século XVII. Afirma-se que tão difícil era o ingresso no Curral, que se tornou no tempo da colonização como que um local de guarida para onde fugiam vários escravos escapados à fúria dos seus senhores e ali constituíram o núcleo duma mestiça população.
É hoje difícil, senão impossível, determinar ainda aproximadamente, o tempo em que principiou a ser regularmente povoado o Curral das Freiras. A referência mais antiga que encontro aos seus moradores, como povoação definitivamente constituída, é de 1635. Deveria no entretanto ser bastante limitada a sua população, pois que em 1794, já depois da criação do curato do Curral, contava ele apenas 110 habitantes, como acima deixamos dito.
Antes do estabelecimento da paróquia, teve o Curral seus capelães privativos com residência mais ou menos permanente ali, sendo em 1687 passada carta de capelão ao padre Cristóvão Vieira. O serviço religioso fazia-se na capela de Santo António, pertencente ao mosteiro de Santa Clara como já referimos. Na visita que o visitador episcopal Dr. António Mendes de Almeida fez à igreja de Santo António no ano de 1756, determinou que se avisasse a abadessa de Santa Clara para prover aquela capela dos objectos necessários ao exercício do culto, como a isso se obrigara, sob pena de procedimento ulterior.
No índex Geral do registo da antiga Provedoria da Real Fazenda desta ilha, encontramos o seguinte: «Alvará da senhora rainha D. Maria I de I7 de Março de 1790 da criação da nova igreja de Nossa Senhora do Livramento na ermida de Santo António do Curral das Freiras e Fajã dos Cardes, desmembrando-se da freguesia de Santo António e ficando filial da mesma freguesia, com ordenado anual de 80$000 reis, 1 moio de trigo e meia pipa de vinho ao novo pároco».
Há visível engano no anotador das Saudades da Terra, quando afirma que a paróquia ou curato do Curral foi criado na ermida de Santa Quitéria, como veremos no artigo que consagraremos a esta capela. Foi na pequena ermida de Santo António que se criou a nova freguesia do Curral e ali teve a sua sede até aos primeiros anos do século XIX, em que se construiu a actual igreja paroquial.
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (VIII)
Novembro 7, 2006 · Deixe um Comentário
Curral das Freiras
O Curral das Freiras até o ano de 1790, em que foi desmembrado da freguesia de Santo António, fazia parte integrante dela, sendo portanto comum ás duas paróquias ate o ano referido, todos os acontecimentos que possam interessar á historia de ambas.
Fica o Curral situado no interior da ilha e assenta no fundo da cratera dum extinto vulcão, segundo vários geólogos o afirmam. Para alcançar este lugar, mister é subir altas e íngremes montanhas e descer pelas declivosas ravinas que circuitam o profundo vale, que se mostra como um horroroso e insondável abismo, ao ser observado dos píncaros da serrania. É talvez o ponto da Madeira em que a natureza se apresenta mais notavelmente grandiosa e de aspectos mais surpreendentes, pela grande elevação e forma caprichosa dos montes, pelo alcandorado e aprumo das encostas, pelos desfiladeiros e abismos que se encontram disseminados por toda a parte; pelo tom agreste e selvagem da paisagem, o que tudo dá ao conjunto um ar de tamanha grandeza ~ majestade e de tão extraordinária e encantadora beleza, que o visitante, ainda o menos apercebido e sensível, fica surpreso e estático ao deparar com este cenário de tantas e tão incomparáveis maravilhas. «Vimos um boqueirão, diz um distinto escritor, de muitos metros de largo e cortado quase a pique, voragem espantosa, cavidade imensa em volta da qual, excepto pelo sul, se erguem píncaros titânicos, de fantasiosos perfis, e, no fundo do abismo…» a miniatura campesina de um paraíso… Sobranceiros ao Curral das Freiras, ficam alguns dos mais elevados picos da Madeira, sobressaindo entre todos o conhecido Pico Ruivo, que se eleva a uma altitude aproximada de dois mil metros acima do nível do mar. Em inúmeras obras nacionais e estrangeiras se encontram largas referências ao Curral, tendo sido este lugar bastante visitado por muitos homens ilustres e entre eles alguns que se notabilizaram nos domínios das ciências e das letras.
Nos tempos primitivos da colonização teve apenas o nome de Curral, que lhe provinha do facto de ser um centro de abundantes pastagens. de gado lanígero e caprino, que pastores entregando-se a uma vida quase nómada, por ali pastoreavam livremente os seus rebanhos. Foram-se-lhe reunindo alguns escravos, que, fugindo do povoado, alcançaram ali a sua carta de alforria, e também vários criminosos escapados á acção da justiça, formando-se deste modo um pequeno núcleo de povoação naquele longínquo e apartado ermo, que a distancia e as dificuldades das comunicações, através de montes fechados de arvoredo e semeados de perigosos abismos, tornavam quase inacessível. Começou depois o arroteamento e cultura das terras e já nos princípios do século XVI havia ali um pequeno centro de população de habitantes de moradia fixa e legalmente constituída. Deixou então de ser um valhacoito de foragidos e criminosos. Teve pouco desenvolvimento este primitivo núcleo de população, pois que em 1794 era apenas de cento e dez o numero dos seus habitantes.
Em 1480 eram proprietários do Curral, Rui Teixeira e sua mulher Branca Ferreira, que tinham residência no Campanário. Foi a 11 de Setembro deste ano que celebraram a escritura de venda desta vasta propriedade ao segundo capitão donatário do Funchal, João Gonçalves da Câmara, propriedade cuja área se estendia «desde o Passo da Cruz e Ribeirão dos Socorridos até onde ela nasce de arrife a arrife, de uma a outra banda»
O preço desta compra foi de «23$500 reis de cinco ceitis ao real e 50 cruzados de ouro, valendo 380 reis cada um». Destinava o capitão donatário esta aquisição de terrenos á dotação que fez a suas filhas D. Elvira e D. Joana, quando estas professaram em Santa Clara, mosteiro que o mesmo donatário fundara em 1492, entrando para ele as primeiras religiosas em 1497. Deve ter sido realizada no período decorrido de 1492 a 1497 a dotação do Curral, que a partir desta época passou a denominar-se Curral das Freiras.
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Paróquia de Santo António da Ilha da Madeira (VII)
Novembro 5, 2006 · Deixe um Comentário
2. Igreja Paroquial (continuação)
Actual – O aumento sempre crescente da população e o estado de ruína em que o terramoto de 1748 deixou a igreja, aconselharam desde logo a construção dum novo e mais vasto templo. Diz uma relação coeva do terramoto: «A igreja de Santo António no frontispício tem varias aberturas: a cantaria da porta principal está desconjuntada e as paredes do corpo da igreja partidas em diversos lugares, como também o estão as das oficinas, e o que se sente mais é o teto que está em grave dano».
Apesar da igreja ficar extremamente danificada e dos diligentes esforços empregados pelo respectivo pároco de então, o Dr. António Pereira Borges, a construção do novo templo só começou em 1783, isto é, 35 anos depois daquele grande abalo de terra. O lugar preferido foi uma courela quase contígua à antiga igreja, constando da tradição que, não se encontrando terreno suficientemente seguro nas escavações para ai se formar o alicerce das paredes, se lançaram nos fundamentos grandes troncos de castanheiras e sobre eles os primeiros blocos de pedra que serviram de base aos muros do novo templo. Pode isto constituir novidade para a Madeira, onde, a pequena profundidade do solo se descobre sempre terra firme e segura, mas não em outros lugares em que a natureza dos terrenos obriga a rançar mão daqueles e doutros processos semelhantes.
Levou seis anos esta construção, que foi dada por concluída em 1789, embora ainda por alguns anos continuassem os trabalhos da ornamentação interior da igreja e em especial dos altares. Foi fiador e inspector das referidas obras o alferes António Francisco da Cruz Camacho, que faleceu no sítio da Ladeira desta freguesia a 21 de Agosto de 1815. Teve sepultura debaixo do arco da capela-mor, em cuja pedra tumular se lê este epitáfio: «Sepultura do alferes António Francisco da Cruz Camacho de sua mulher e filhos e herdeiros, o qual foi o fiador e inspector desta igreja, que teve seu principio no anno de 1783 e se concluiu em I789». Mostrou sempre a maior dedicação e desinteresse pelo adiantamento das obras, que por vezes prosseguiram com grande lentidão, embora por motivos estranhos à sua vontade, devendo-se grande reconhecimento à sua memória pelo inexcedível zelo que desenvolveu em favor do completo acabamento desta igreja.
No frontispício e sobre a porta principal está uma lápide onde se encontra a seguinte inscrição:

ANTONIO
LUSITANORUM PROTECTORI
TEMPLUM DEDICAT
AUG. REG. MARIA PRIMA
ILLIUS LIBERALITATEM EFFUNDENTIBUS
SUIS IN HAC INSULA
AB AERARIO ADMINISTRIS
ANNO MDCCLXXXIII
Apesar do serviço religioso começar a realizar-se no novo templo em 1789, o seu definitivo acabamento interior levou ainda largos anos. Os trabalhos da capela de Nossa Senhora de Guadalupe só foram dados por terminados em 1798, a capela-mor ainda em 1801 não estava de todo acabada e a conclusão da capela do Santíssimo Sacramento somente se deu no princípio do século XIX.
Em 1850, sendo governador civil deste distrito o conselheiro José Silvestre Ribeiro e por seu mandado, realizaram-se importantes obras nesta igreja, que consistiram principalmente no assoalhamento da capela-mor, reparações nas paredes e torres, retalhamento de todo o templo e outros pequenos reparos. Também em 1852 se introduziram alguns melhoramentos de relativa importância na casa do lavatório e noutras dependências da igreja.
Nunca tinham sido concluídos os campanários e foi em 1880 que o cónego Feliciano Teixeira, deputado por esta ilha, conseguiu do governo central a verba necessária para o acrescentamento das torres e seu definitivo acabamento. As respectivas obras só se realizaram e concluíram em 1883. Os corucheus das torres não foram construídos com a indispensável solidez, pois que um golpe mais rijo de vento derrubou o do lado sul a 8 de Março de 1899, havendo necessidade de apear-se o do lado norte, por não oferecer seguras garantias de resistência.
Em 1821 iniciaram-se nesta Igreja Paroquial importantes melhoramentos, que ainda prosseguem, contando-se entre eles a reconstrução das torres, de que tudo daremos larga e completa noticia em outro artigo deste livro. Depois da primitiva construção, são estas as obras de maior vulto realizadas neste templo, em que se têm despendido avultadas somas, provenientes da exclusiva generosidade dos habitantes desta freguesia.
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Retratos de Santo António
Novembro 5, 2006 · Deixe um Comentário

Santo António num sábado à tarde
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